A fisioterapia na melhora da dor na coluna
É muito difícil encontrar alguém que jamais tenha sentido dor nas costas, ao menos algum desconforto na coluna vertebral.
É verdade que ela pode ser fruto de uma noite mal dormida, após um trânsito de matar ou consequência de um treino um tanto mais intenso, e logo passar. Mas também pode indicar algum problema mais sério – e geralmente é, então é fundamental que um especialista seja consultado.
“Muita gente tem o péssimo hábito de se automedicar quando sente alguma dor musculoesquelética. Acha que basta comprar um relaxante muscular e pronto, resolveu o problema. Esta atitude apenas piora a situação. No mínimo, mascara a dor. E a dor é um aviso da coluna, um pedido de socorro”, afirma a fisioterapeuta Tatiana Matos, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Fisioterapia: redução da dor e melhora da função
Mas qual é o papel da fisioterapia na melhor da dor na coluna? Segundo a fisioterapeuta do CREB, o papel é fundamental e determinante. “A fisioterapia ajuda a reduzir a dor nas costas, melhora o movimento e, ainda, a função das articulações e dos músculos. Também ajuda a evitar posições e movimentos inadequados, atuando de forma preventiva. São várias as técnicas fisioterápicas, são vários recursos que utilizamos. Isso vai depender do quadro do paciente e do tratamento proposto pelo médico assistente”, explica Tatiana.
De acordo com a fisioterapeuta do CREB, a fisioterapia na coluna é recomendada para o tratamento de várias doenças musculoesqueléticas, como, por exemplo, para lombalgias, dores na coluna cervical, dor ciática, doenças degenerativas, estenose espinhal e tantas outras. “A dor é um sintoma. No CREB, os tratamentos são sempre humanizados e individualizados. Antes de iniciarmos o tratamento fisioterápico, e depois da consulta médica, o paciente também passará por uma avaliação de um experiente fisioterapeuta para definir os caminhos a seguir e quais técnicas utilizar”, determina Tatiana.
Tratando da causa da dor
São vários os recursos da fisioterapia na melhora da dor na coluna. A fisioterapia é excelente para resolver processos inflamatórios em músculos, tendões, ligamentos, nervos e ossos.
“Para processos inflamatórios, podemos utilizar ultrassom, tens, laser, luz vermelha e ondas curtas. Também podemos optar pela massagem. Quando há uma bursite, por exemplo, a fisioterapia reeduca o corpo a utilizar os músculos de forma que eles não comprimam as bursas, reduzindo assim a inflamação e as dores”, explica Tatiana.
A fisioterapeuta do CREB pontua que a fisioterapia na coluna combate a dor tratando de suas causas. “Nos valemos de recursos para estabilizar a coluna do paciente e evitar que sensibilize os nervos que saem dela para outras regiões do corpo. No caso do nervo ciático, por exemplo, a dor irradia para a perna, mas se origina na coluna lombar”, ressalta Tatiana.
A fisioterapeuta pontua que os exercícios propostos pela fisioterapia melhoram a flexibilidade, a mobilidade e a força da coluna vertebral. “Os alongamentos reduzem a tensão nos músculos que sustentam a coluna. E os exercícios de fortalecimento servem, é claro, para fortalecer a coluna. Por meio da manipulação, focamos em um ponto específico da coluna, ajudando a eliminar a dor e o problema que a causa”, afirma. “Mas é sempre bom deixar claro que a fisioterapia na coluna é indicada pelo médico. Não é possível se valer dela sem a indicação médica”, finaliza.
A importância do crescimento ósseo em crianças
É durante a infância e a adolescência o período mais importante para a construção de um esqueleto forte e saudável.
“Os cuidados nesta fase de vida precisam ser redobrados porque a resistência óssea depende tanto do tamanho ósseo como dos minerais que ele contém”, explica o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Eduardo Sadigurschi.
Segundo o médico do CREB, é até os 25 – 30 anos que se forma a massa óssea E por volta dos 30 anos que lentamente os ossos começam a perder SUA massa. “É fácil entender que quanto mais massa óssea tivermos depositada no nosso banco ósseo desde os tempos de criança e adolescente, melhor vamos suportar essas inevitáveis perdas ósseas. Assim, estaremos mais protegidos de doenças como a osteoporose, além de fraturas ósseas frequentes na terceira idade”, explica o Dr. Eduardo.
Uma pesquisa da tradicional The Hormone Fundation, publicada em abril deste ano no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, demonstra que os maiores ganhos de dimensão, massa óssea e conteúdo mineral ocorrem na adolescência. A pesquisa atesta que é na puberdade que alterações hormonais, tão comuns nesta época da vida, levam a uma rápida aceleração do crescimento ósseo. “Nesta fase, os ossos ficam mais longos, mais fortes e mais densos. O tamanho ósseo atinge seu ápice próximo dos 20-25 anos”, acrescenta o médico.
Fatores genéticos irão afetar a saúde óssea da crianças, assim como o estilo de vida adotado. “Uma alimentação saudável e a prática regular de exercício físico são fundamentais para uma boa saúde dos ossos. A manutenção de um peso adequado, a ingestão de vitamina D, cálcio e proteínas são muito importantes nesta fase. O cálcio é o principal mineral no osso e a quantidade de ingestão correta da vitamina D auxilia na absorção do cálcio”, enumera o ortopedista.
– Exercícios que sustentam o peso, como corridas e saltos, ajudam a fortalecer os músculos e ossos fortes. A maior parte da vitamina D é produzida quando nossa pele é exposta à luz solar. Crianças obtêm vitamina D brincando ao ar livre, mas leites e fórmulas infantis são suplementados com esta vitamina. O tabagismo, que frequentemente se inicia na adolescência, também é um fator muito prejudicial à saúde óssea, assim como o uso indiscriminado de certos medicamentos. A orientação de um médico especialista é fundamental – finaliza o Dr. Eduardo Sadigurschi.
Hidroterapia é recomendada para pacientes com fibromialgia
Um amplo estudo publicado no Journal of Physical Therapy Science, intitulado “Os efeitos do exercício aquático, isométrico força-alongamento e aeróbico em parâmetros físicos e psicológicos de pacientes do sexo feminino com síndrome da fibromialgia”,...
Um amplo estudo publicado no Journal of Physical Therapy Science, intitulado “Os efeitos do exercício aquático, isométrico força-alongamento e aeróbico em parâmetros físicos e psicológicos de pacientes do sexo feminino com síndrome da fibromialgia”, revela que exercícios aquáticos aeróbicos oferecem benefícios terapêuticos superiores no tratamento da fibromialgia.
Os pesquisadores analisaram o impacto exercido pelos exercícios aquáticos aeróbicos e de alongamento de força isométrica nos parâmetros físico e psicológico dos pacientes com fibromialgia, comparando exercícios isométricos de força e alongamento, aeróbicos em ginásios e aeróbicos realizados em piscinas. Eles comprovaram que a terapia aeróbica realizada em piscinas foi a mais eficaz. Segundo os pesquisadores, o motivo está ligada à ausência da força de impacto sobre as articulações durante os exercícios na água. A conclusão do estudo é que a hidroterapia é, de fato, mais eficaz e ajuda a devolver a qualidade de vida perdida para pacientes com fibromialgia.
“Muitos pacientes com fibromialgia apresentam níveis mais baixos de força muscular e resistência aos exercícios. A prática regular de exercício físico para esses pacientes é fundamental, e faz parte do tratamento prescrito. A hidroterapia é uma excelente opção, pois é realizada em piscinas apropriadas, com água em 36 graus, eliminando o impacto e ajudando a relaxar. De fato, pode ajudar no condicionamento físico, no combate à dor e na consequente melhora da qualidade de vida do paciente”, afirma o Dr. Sergio Rosenfeld, Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo estatísticas, 2% da população mundial é acometida pela doença, entre os quais 80% a 90% são mulheres entre 30 e 60 anos. A doença não tem uma causa aparente e os principais sintomas são dor em várias partes do corpo, dor de cabeça, sensibilidade ao frio, tristeza, fadiga, tonteiras e sono não reparador, entre outros. O Dr. Sergio acrescenta que o tratamento é individualizado, utiliza medicamentos, prática regular de exercício físico e no CREB, são utilizados protocolos que incluem acupuntura, RPG e pilates tearapêutico, entre outros.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619